A Luz Vermelha

Noise rock e post-hardcore

A Luz Vermelha é meu projeto solo. Escrevo, toco, gravo, mixo e masterizo tudo sozinho, em casa. Nada passa por estúdio nem por mais ninguém. Gravar assim me dá controle total e a aspereza que quero no som.

O resultado é áspero. Guitarra suja, dinâmica que estoura sem aviso, voz no limite. Fica perto de Fugazi, Unwound e Jesus Lizard, sem imitar nenhum.

As letras são em português, depois de anos escrevendo em inglês. Falam de corpo, paranoia e classe, sem separar o pessoal do político.

O nome

Vem de João Acácio Pereira da Costa. Entre 1966 e 1967 ele assaltou cerca de 150 casas na Grande São Paulo e em Santos, quase sempre mansões, com uma lanterna de luz vermelha na mão para intimidar as vítimas. Foi preso em 1967 e condenado a mais de 350 anos.

O apelido nem era invenção dele. Copiou de Caryl Chessman, o Red Light Bandit americano, um estuprador executado na câmara de gás da Califórnia em 1960. Um bandido brasileiro que roubou a marca de um bandido gringo.

Não é homenagem. Pesquiso serial killers e música, e o projeto vem desse cruzamento. Me interessa a imagem, não o homem nem os crimes. Uma alcunha de segunda mão, a luz vermelha como ameaça, o medo de classe num país sob ditadura, uma figura que virou cinema em 68 no filme de Rogério Sganzerla. A música fica nesse ponto, entre a ameaça e a exposição.

Ficha

  • Lançamento Álbum de estreia no fim de 2026, com single de avanço
  • Gênero Noise rock e post-hardcore, cantado em português
  • Pra fãs de Fugazi, Unwound, Jesus Lizard, Slint
  • Singles no ar Ao Menos, Dança de Éris, Tardio, Finjo, O Homem que Tudo Vê

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Arte e produção Luiz Alberto Moura